Monday, May 17, 2010

Dobrados os desenhos, as suas legendas ficam sempre voltadas para quem consulta o arquivo. No meu arquivo tenho todos os dias, antes e agora, desenhados em formatos A3, A1, A4... e todos os outros. Desenho ainda em básico, mas corro e pego na lapiseira que já começa a conhecer-me a pele. Esboço o segmento: é uma recta que tem a sua distância mas que contorno com as palavras onde vamos mantendo nas horas em que podemos, e se o olhar e o toque não estão presentes, as palavras aproximam e contam como os dias brilham.

Thursday, February 11, 2010

RED DER RED OH RED

Wednesday, January 06, 2010

Dez de dois mil e dez
na tez de dez mil humanos
entre a luz de viés em viés
encontrando cada um:
Um de primeiro;
Um de único;
Um de pelo menos um;
Um de serei e de não serei.

Thursday, December 24, 2009

É o ar fresco que me abraça numa carícia, e todas estas mãos que são de veludo, em todos os dias. Rumo com o sentimento, no verso e averso, no plim e prelim pim pim. Em todas as coisas que desejo na minha cabeça, as cadeiras junto ao rio, no riso da alegria.
Trazeis-me a felicidade. Dais-me o calor. Sois o verde, o azul. Tenho o vermelho a meu lado, que numa seda o trago, guardo, cuido e deixo respirar.

Monday, November 09, 2009

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isto é: Derramar luz, generosamente nas mãos que tocam a pele dourada, no mais longo dos movimentos que é o absorver do olhar.

Friday, October 02, 2009

Vendi o meu nó, a minha pedra pesada.
Vendi uma casa de risco por um cavalo vermelho.

A História vai encaixar, na cor da época e vamos filmá-la como histórica.

Saturday, September 12, 2009

O tom que há dentro

Voar nesse sonho
e deslizar entre o linho
em cada fio do dia que vou sentindo
indo e vindo.
Nas asas que acalmam e acalentam,
nas palmas que protegem e serenam.
E nas pontas de sonhos envolvo-te nos tons e no olor.
És frescura em cada calor.

Respirar. ar.

Tuesday, August 25, 2009

O mar azul.

Tuesday, April 28, 2009

A muita distância no tempo, os lineamentos de mim esbateram-se.
Ficareis a saber que o graduar das sombras para dar o relevo espalharam-se de tal forma que não mais fora possível aproxima-las. Separadas entre si, as sombras, foram formando o preto, como uma noite.
Mas e se, se as perspectivas de tudo são tantas que nos permitem ter afeições do que não se tinha até então e a forma contraria também.
Uma leve noção, é uma sombra ou uma sombra é um leve defeito?

Friday, April 10, 2009

Insistem em cruzar-se com a minha vida. Estremeço, penso e repenso. Corro quanto posso.

Tuesday, March 17, 2009

Comfort Zone

Engrandece-me.
Num estado, fermente, fervente.
Nas corridas,essas, pintadas em aguarelas.
Usa quem abusa de ti. De cor estridente.
Objectos sublimes, substituídos nas passagens directas, aquelas.
Por esse camaleão tão pouco esvoaçante mas de vontade galopante.

Friday, March 13, 2009

Em mim descobri o abraço que ferozmente procurava encontrar. Aquela ideia de conforto que apenas achamos encontrar em outro alguém mas que a cada par de anos sabemos clarificar e simplificar.
Se algum dia precisei de ouvir aquele mesmo ruído de sempre, de ler, mais e mais, aquelas palavras e directamente desenhar as suas semelhantes, foi para prosperar.
O prisma de tantos temas, dos mesmo temas, de assuntos idênticos, dos que realmente acontecem, de barba rija e peito pouco feito, não são merecedores do socorro a que se apela. Quem disse que as perguntas feitas nas linhas usuais, equivalem às respostas de sempre? Ser igual em valor não é traduzir a sua utilidade. É um sentido particular expresso em diferentes sons vocálicos.

Tratei os dias e já não me trato em verso.

Friday, January 30, 2009

I hear the ticking of clocks

Vale nunca dar mais de nós a alguém do que damos a nós mesmos.

Wednesday, January 14, 2009

(Absoluta)


Os dias esperam um dia. Até lá, sou preenchida pela frescura e delicadeza das suas cores.

Tuesday, November 11, 2008

Nietzsche:
E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"»

Wednesday, October 15, 2008

UpcDownCLeftCRightCABC+Start
(W rking)
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Thursday, September 11, 2008

Marco Breuer















Digo: elemento número 79

Monday, August 25, 2008

Sei lá

Espaços para corpos sólidos, feitos de uma directriz sem variantes. De sentidos combinados nas superfícies organizadas mas abreviados antes das tendências para o fim.

Talvez isto.
Talvez elementos dispersos.

Hello darkness my old friend
Hello darkness my old friend
Hello darkness my old friend
Hello darkness my old friend
Hello darkness my old friend

 
Nunca deixamos de sentir aquilo que não dizemos.