Sunday, June 29, 2008

Permito-me
o mais
belo
dos
movimentos,
o fechar
dos olhos
e
sonhar.


(Penso que talvez se assuma o risco de efectuar pequenos erros de forma a facilitar a compreensão.)


Sunday, June 22, 2008

Apesar de todos os fenómenos que nos fazem questionar, duvidar, sobretudo ponderar, encara-se com a informalidade com que nos é possível, os dias que vão caminhando ao nosso lado, de mão dada connosco. Entre eles tenta-se compreender o aroma a madeira de sândalo, amber e magnólia...

...Dizia-se que Portugal era um jardim à beira-mar plantado e toda a gente se convenceu disso. Mas o jardim foi-se estragando, os interesses foram ocupando território, surgiu a incompreensão...

Wednesday, June 18, 2008

Fiona Banner

at least one of the shaded criteria

Monday, June 16, 2008

Um número singular não me parece fazer todo o sentido senão apenas na navegação dos significados quase que imperceptíveis, porque saber que a amplitude de uma vontade também se mede, na leveza dos segundos e numa métrica reinventada, por certo, e é um sabor amargo que ainda me comove. Provavelmente uma defesa que se constrói com o tempo e que se aprende a saborear.

Sunday, June 15, 2008

Numa base regular, suponho a eventualidade de um imprevisto.

...you open your eyes and slowly stand. your head is spinning slightly.
you are in the centre of a tinder-dry clearing within a forest. your clothes are covered with flakes of bark.
Non-specific ambient forest noises seem to be coming from your left, but when you look in that direction, the sounds stay in your left ear.

Tuesday, June 03, 2008

Os sintomas que se traduzem em gestos gráficos.

Friday, May 30, 2008

Hipotética harmonia

Thursday, May 29, 2008

Imagino oito. Seríamos oito que no final de um dia, à beira rio se encontrariam pelo prazer de repousar num ambiente e imagem serena. As conversas e os temas perder-se-iam nos risos de tons soltos. As tantas árvores que nos cercariam, deixariam ouvir o vento sossegado.

- Percorreste o mundo para aprender que és feita de nada, que só a viagem valeu a pena. E é tudo, não pode ser mais nem melhor. Ninguém consegue construir uma ponte sozinho, nem carregar um piano, nem mudar uma casa, por isso ficar quieta quando aquilo que mais queres e desejas não depende só de ti. Só assim virá a tranquilidade, a harmonia dos dias sossegados e das noites de sono profundo.

Friday, May 23, 2008

Paisagens de som, anjos perdidos que esvoaçam sem rumo.
Imagens abstractas de cores frenéticas. A maioria dos
Imagens esboços não cobrem mais do que
na os detalhes mais triviais sobre
nossa o assunto. O que não significa que
cabeça não deva existir
.,

Faz-nos mas sim
viajar que deva ser expandido
,.
calmos
e
serenos.
God Is an AstronautFragile

Thursday, May 22, 2008

Num duplo sentido de uma significação, há significados intervalados, isolados aos sons interiores. Porém duplamente equivalentes também.

Wednesday, May 14, 2008

Monday, May 12, 2008

P
o
r
ç
ã
o

d
e
espaço
É razoável pensar num só fragmento, por exemplo, do silêncio.




Sunday, May 04, 2008


It's unknown whether the smaller star will survive much longer.

Wednesday, April 30, 2008

A afirmação abaixo é verdadeira.
A afirmação acima é falsa.

As certezas que vamos tendo ao longo da vida, as mesmas que fazem parte de um conjunto que afirmamos serem princípios, sem ao certo lhes conhecermos as origens, são as mesmas que rapidamente podem passar a ser pontos questionáveis dos outros espelhados em nós. Assim, basicamente, importa levar uma vida longe do que os outros esperam. A verdade é que também podemos passar uma vida enganados, envolvidos de grandes falácias dentro de um sistema imperfeito e longe do que consideramos essencial do que se faz e do que se sente. Tenho para mim que a vida não são apenas os dias que nos constroem, mas que são regidos pelos sinais gráficos que nos fazem pensar em tudo, tudo o que nos define e possivelmente ainda nos surpreende.
Na verticalidade das regras, quando se procura encontrar um caminho, aquele nos leva até nós, talvez seja importante ser-se importante para alguém, mas quando para o ser, que não se julgue uma luta desigual entre o que se vale e o que se quer valer, na verdadeira vontade.

Wednesday, April 23, 2008

A massa do pão que se va|i| cozer

Escrevem-se as interrogações quando se acaba a qualidade pela qual as coisas se apresentam tais como são. Se uma coisa é certa, é a minha consistência nestes pensamentos que me asseguram a lógica perante essa Vossa estúpida incoerência. Não o apresentando como um principio exacto mas idêntico a mim. Como tal e por essa ordem não se assume perfeito, rigoroso ou conciso mas cumpridor.

Tuesday, April 22, 2008


a.r

c.e
a.v
b.e
a.s
m.t
e.i
n.m
t.e
o.n
...t
m.o
a.
d.L
e.y
i.c
r.r
a.a




Quais são os critérios que definem algo/alguém como "pessoa"?
Sinónimo de Ser humano racional é suficiente?

Sunday, April 20, 2008

Sem aviso, num espreguiçar muito lento acordo e fico nas meias horas mornas de tardes frias mas serenas onde o tempo parece não marcar presença. Não tenho procurado senão o equilíbrio em mim, longe, a grande distância, daquelas pressas absurdas e ilógicas. Contudo, o tempo passa com a mesma velocidade mas não com a mesma intensidade.

O tempo passa na mesma velocidade

Dilatação do tempo é o fenómeno pelo qual um observador percebe que o relógio de um outro observador, que é fisicamente idêntico ao seu próprio relógio, "anda" mais devagar do que seu próprio relógio. A percepção do primeiro observador é de que o tempo "anda mais devagar" para o segundo observador, mas isso é somente verdade no contexto do referencial do observador. Localmente (i.e., da perspectiva de qualquer outro observador do mesmo referencial, sem referência a outro referencial), o tempo passa na mesma velocidade.(...)

Monday, April 14, 2008

Rudy Burckhardt


' I started
with
details.



The tremendous
difference in
scale between
the soaring
buildings and
people moving
against them
in the street
astonished me.

(...) '



Wednesday, April 09, 2008

Sinto falta de um abraço e de uma criança a percorrer a casa...
Uns em detrimento de outros; Outros em função de alguns.

Tuesday, April 08, 2008

Resumindo:

:Ao que pode parecer quatro, sete ou mil vezes mais é apenas uma, uma razão. Distinguir o ilusório do verdadeiro.

Nas palavras vertidas, escritas, cravadas e tantas mais pintadas, existindo grande diferença entre todas estas formas, entendam sempre de forma pessoal. São metáforas. São fortes metáforas, fracas também. Não faço com que tenha sentido. Faço com que não tenha.
Talvez para quem lê, apenas consiga interpretar como se de areia se tratasse. Penso eu, mais, julgo eu. E assim nessas mãos pouco reste.
Sim, é. É uma explicação nada perceptível para uma vontade. acabada de esmorecer num lugar invisível

(e)



De sentido independente!

Thursday, April 03, 2008

Daqui vê-se uma linha espessa. Uns tantos passos para a direita outros tantos para a esquerda... É apenas uma linha espessa. Meia volta e é meio dia. É preciso outra metade e uma mão cheia de vontade.
Nada mais, nada menos como Palma diz: tenho ouvidos soltos e lábios de silêncio...

Sunday, March 30, 2008

Se fechar os olhos consigo vislumbrar o amanhecer, um amanhecer que nunca existiu.
Há melodias que me permitem encontrar-me -de mim para mim-
Uma sensação de transporte. Assim como usar um tom simples, sereno e não um tom subtractivo. E nada acrescentar a fim de dar sinais.

Tuesday, March 25, 2008

Sunday, March 23, 2008

Bulverismo

Afirme que A é verdadeiro - asrevni amrof ed odis meT

Devido a B, pessoalmente, deseja que A seja verdadeiro - inversa forma de sido Tem

Portanto, A é falso - Tem sido de forma inversa


Qualquer consideração sobre as minhas condições psicológicas serão apenas uma perda de tempo.
Procurem as causas.

Friday, March 21, 2008

... mas há sempre restos visíveis, extractos, parte de um todo ou até parte de uma outra parte, que se guarda.

Tão simples que é escrever e depois apagar...

Tuesday, March 11, 2008

interior vs. exterior

Respiro e escrevo o que não se vê.
É, o meu modo principal de viver focado internamente, contrariamente ao secundário que é externo, através do qual lido com as coisas (o que existe ou pode existir) de acordo com a maneira como me sinto em relação a elas ou de acordo com a maneira como elas se encaixam no meu sistema pessoal de valores.
Sou, sou uma pessoa gentil e absolutamente complexa (tão genuinamente calorosa quanto complexa). Tipicamente difícil de compreender.
Vivo num mundo de significados e de possibilidades pouco visíveis, onde vou "ajeitando" as prioridades e redefinindo-as...

Sunday, March 09, 2008

Wednesday, March 05, 2008

É? É!

É voltar a vestir este azul que me faz sentir confortável e me deixa nadar por entre letras de todas as vezes que preciso. Que me acolhe e me esconde. Que me liberta sem me denunciar.
Sou dada a hábitos e o cinzento é apenas um disfarce! Encontram-me-ão?

Vermelho, por favor... Pode ser? 

Sunday, March 02, 2008

Trivium

Tenta-se atribuir um significado a cada agir. Por vezes, não existe a palavra apropriada e juntam-se assim outras palavras contíguas, formando frases e construindo ideias.
Aqui estou nas intersecções dessas ideias. Nestas cadências de sétimo grau.
E estas são, as minhas, retóricas perfeitamente imperfeitas e pouco, muito pouco perceptíveis.

Porém, a linguagem é complexa o suficiente para suportar muitas perspectivas.

Thursday, February 28, 2008

E encontrar a vontade para a paciência que é necessária?? São protocolos, são muitos protocolos... !!
É já amanhã, mãos ao volante e siga até onde calhar! Sem argumentações, sem justificações, sem convocatórias, sem avisos. subtraio saltos altos e fatos. Adiciono cabelo ao vento e junto música a gosto.

Siga!

Monday, February 25, 2008

Fiona Banner

"the struggle to define the meaning"
"letters without words"
"26 letters"
"every word unmade"

Incompleta

realidade duvidosamente (des)conhecida

Saturday, February 23, 2008


Chamam-lhe Arte. A arte que requer concentração.

Em doze: oito afirmam, dois negam, um não formula opinião e o último fica a pensar se aceita tal afirmação como verdade pelos olhos da maioria.

Friday, February 22, 2008

A pergunta certa

São algumas, breves, notas musicais acabadas de sair das cordas percutidas de um piano, produzidas pelos dedos, de pele suave, que o tempo não maltratou, fazendo-me assim mergulhar em algumas ideias passadas, por oposição às presentes.

Hoje roubei (colhi) uma magnólia... é delicada, de notável beleza. Agora é deslumbrante, mas não tarda e perderá o viço, a exuberância.
Nada dura sempre, não é?

Thursday, February 21, 2008

É uma vontade de ir rumo a Nova Iorque. De caminhar descalça por aquele chão, ver aquelas paredes, nuas e cruas, e escrever nelas.



- I'd have to pack my things and go.
- Hit the road Jack and don't you come back no more, no more, no more, no more.

Tuesday, February 19, 2008

A Invisibilidade das palavras

delimitam as palavras de como fosse fácil definir o conceito fácil demonstrar palavra muitos escrita uma palavra delimitada por espaços divisores de palavras que outras como o não as palavras na escrita é uma manuscritos e em o uso de delimitadores de palavra é que ainda de palavra persistem claro disso é palavra ser uma palavra ou duas algo intermediário muitas palavras em ambos os lados usuais têm de formas separadas passando por formas uma única palavra processo ocorrer exemplo ou ainda facilmente palavras


Livres; Flutuantes; Separadas; Quebradas e estranhas; Intermediarias; Significativas e efectivamente invisíveis.

COMPRAM-SE ATITUDES DIGNAS!
(eu
estou
prestes
a
perder
as
minhas)

Friday, February 15, 2008

Wednesday, February 13, 2008

Afastei-me tanto de mim, disse-lhe eu.
Ela diz: se calhar devias ter menos juízo!

Caramba!

Tuesday, February 12, 2008

Em cada mão há uma distinção a fazer-se: é / e
Num mundo objectivo a tentativa de desapossar as condições inventivas de vida, confundem-se, perdendo-se. Indubitavelmente, em cada recomeço de um dia, e mais um e mais outro, a vontade esmorece. Mas haverá, assim e sempre, uma mudança que se mostra tão simples e tão incerta.

Friday, February 08, 2008

Apelo à razão

...Para introduzir um quantificador "todos", assume-se uma variável arbitrária, prova algo que deva ser verdadeira, e então prova que não importa que variável se escolha, que aquilo deve ser sempre verdade. Um quantificador "todos" pode ser removido Fumar um (dois) pensativo cigarro, preciso! aplicando-se a sentença para um objecto em particular. Um quantificador "algum" pode ser adicionado a uma sentença verdadeira de qualquer objecto; pode ser removida em favor de um temo sobre o qual ainda não esteja a ser pressuposto...

Wednesday, February 06, 2008

30% quente, 25% morno e 45% frio

Um indivíduo é prisioneiro de uma tribo indígena que conhece todos os segredos do Universo e portanto sabem de tudo. Esse indivíduo está para receber a sua sentença de morte. O régulo desafia-o: "Diz uma afirmação qualquer mas tendo em conta que: se o que disseres for mentira morrerás na fogueira; se o que disseres for uma verdade serás afogado; se não pudermos definir a tua afirmação como verdade ou mentira, libertaremos-te.

Que afirmação fariam?

Sunday, February 03, 2008

Dois

Existe um erro!
Um, só?

Saturday, February 02, 2008

O que não presta vai fora
na
duodécima parte da
linha de um
Se.

Monday, January 28, 2008

Sento-me na cadeira confortável. Por agora, vou só ficar para ver.

Assisto.


Tuesday, January 08, 2008

É incrível. Imaginem que estamos a caminhar muito lentamente, e de um passo para o outro passamos, sem dar por isso, por exemplo, do passeio para a estrada.
Houve na compreensão algo de vazio que agora deu lugar a qualquer coisa como o dolo.
Apelamos aos actos justificados e zero! Aumentei dez vezes o seu valor e acaba agora por ser suprimido na fúria de uma justificação reprimida mas encontrada.
Respondo: Porra de teimosia a minha!

Monday, January 07, 2008

A Senhora costuma ser sempre muito amável, de porte pequeno e de olhos claros. Cruzamos-nos nos bons dias, nas manhãs. Rotinas...
Entre estes dias, falámos um pouco sobre trivialidades, mas enquanto a escutava, notei que as palavras saiam-lhe de uma forma bastante sentida, como que se estivesse a voltar ao seu passado tão vivaz. Agrada-me falar-lhe!
Porém, o relógio já marcava o atraso... A correria do costume. Rotinas...

Sunday, January 06, 2008

Foi apenas uma pergunta singular, mas o equivalente, em tamanho notável, para me levar à ponderação.
É demasiado importante para deixa-lo de lado, para trás, ou simplesmente fechado, sendo coberto por
tenuíssimas partículas suspensas no ar...
Gosto de o ler, de o ver sempre, de me recordar. Gosto de estar. E para isto, não quero ter explicações.

Friday, January 04, 2008

Havendo assim no início d>0 para cada ponto x em M, onde na vizinhança de N que contém x exista um ponto y e um tempo τ.

Nada acontece ao acaso.
São os efeitos. Serão reflectidos em algo que se possa adivinhar num futuro. Assim como os efeitos de um bater de asas de uma borboleta... Mas não será o caos, aqui não será.

Tuesday, January 01, 2008

Um mundo equilibrado. Mentes equilibradas e sãs.

.Dois mil e oito.

Friday, December 28, 2007

Uma vez, vários momentos, alguns rostos, muitos minutos. Uma sensação de acordarmos meios atordoados e, de repente, sem sabermos porquê, lembramo-nos de um sonho enquanto bebemos café. Primeiro uma imagem, depois um excerto e por fim todo o sonho. De três anos, neste azul, perduraram as palavras e as reticencias. Palavras vestidas de doces vermelhos e de um ciano indecifrável e singular.
Não por imposição, nunca fui de me explicar mas apenas de sentir. Deixei que os “talvez”, as reticencias, que as ideias não exprimidas completamente, tomassem conta de mim. E assim foi, no meio de dessas reticencias e de palavras menos explicáveis, que ficaram cravadas as vontades e angústias. Tive respostas ausentes. Procurei as essências. Obtive tudo o que fora essencial para agora poder prosseguir.

Cada palavra tem o seu valor.

Monday, December 24, 2007

Indefinitu

Aqui - Uma palavra anónima para um local anónimo.
Estou longe de tudo o que se possa julgar perto. Invisível ao tempo que decorre e sempre, sempre nesta extensão indefinida.

Thursday, December 20, 2007




ENDed



One of the mornings
you will look for me
And I´ll be gone.

Tuesday, December 18, 2007

Coisa desconhecida

No Tempo, cru e insano, garanto
Vinte e sete perder-se-ão,
Absorvidos no conceito.
Omitirei o fundamento.
Se fosse trasanteontem causa primordial,
Tê-lo-ia sussurrado ao vento...

Monday, December 17, 2007

Na semelhança de uma profundeza, de um fundo de onde não se vê o fim, ou onde apenas se quer sentir e imaginar, por tão grande vontade.
Talvez seja assim, com decorações cénicas que vou evitando o mais e me vou tapando.
É uma sede, a necessidade de beber. É como se de uma impaciência se tratasse. Como se fosse uma história escrita mas não representada.
Vivo dessas histórias incompletas e não me lembro que as horas podem ser como o barro.
Talvez me lembre quando aqui me deito, de mãos frias pela ausência do calor. Desprovida, por imposição quase própria, julgo, de coisas tão mais: essenciais; absolutas; peculiares.

Sunday, December 16, 2007

Tudo, o que existe, não existe.

As palavras estão a esgotar-se.
Percorro por tantas folhas, por tantas vírgulas, por algumas cores. Quando o mais certo seria deixar este caderno de lado. Espero que alguém tenha ficado com o melhor das palavras, apenas o melhor.
Já inventei. Acreditei. Agora ouço outros que me são alheios ou que estão apenas longe.
Existe sempre o fim, o fim de tudo. Existe o principio do fim. Não sei se estarei a começa-lo...
As minhas palavras exaurem-se e são já repercutidas... E não devo manter-me assim. Penso que não.
Entre o querer e o precisar fico-me no cinzento, entretanto. Enquanto vou fazendo trejeitos e pausas, maiores ou menores, até a vontade esmorecer.

Wednesday, December 12, 2007

Post scriptum: Deeply, in high grade

Today, Tomorrow, but not always...

Saturday, December 08, 2007





Simplificar



Thursday, December 06, 2007

Faz de conta

Entre pensamentos quiméricos, faz de conta que não sou de cogitar. Faz de conta que tenho o sentido de presciência. Em que me deixa afirmar que Tudo o que se aproxima é uma surpresa extraordinariamente benéfica.

Não obstante, tenho de fazer os dias valerem, sem acudir. Tenho de ser eu e tenho de estar aqui. E, então, só depois depois me poder absentar.

Sem Tempo, eles não sabem. Os acontecimentos estão delimitados...

Wednesday, December 05, 2007






Só existe uma verdade e não várias.
E na verdade, morreremos quando
quisermos ficar.


Monday, December 03, 2007

"Coisas e lousas"

A percepção do sabor foi de Umami.Também todos os outros gostos estiveram presentes. E tantas, tantas coisas - o que existe ou pode existir - estiveram. Algumas nem as adivinhei, já outras estavam à superfície...

Sputnik

"O gelo é frio e as rosas são vermelhas ... A corrente é demasiado forte, não tenho escolha possível. Mas já não posso voltar atrás. Só posso deixar-me ir com a maré. Mesmo que comece a arder, mesmo que desapareça para sempre."

Friday, November 30, 2007

Gostava que perto da minha janela se pudesse olhar para uma grande extensão de água, para que o seu som me embalasse nas horas que não consigo adormecer. Como não há janela, pelo menos sei, que na rua está frio suficiente para me gelar os pensamentos...

Thursday, November 22, 2007

É distinto.
Será eminente?

Wednesday, November 21, 2007

Onde estou? Estou sempre aqui, nas palavras que escolho e que me delineiam. Não tenho limites nestas linhas que não terminam, que se cravam no azul de fundo e se prolongam nas horas tardias pela procura do nada. Apenas pelo prazer de estar sem dizer - estou aqui.
Letras sem sentido, é tudo o que eu quero que sejam para quem as encontre. Que não sejam o espelho de alguém mas que subsistam pelo sabor da verdade.

Sem ouvir os meu próprios passos, facilmente me perco.
Vivo aqui nas incertezas dos sonhos de quem se esconde, de quem não encontra respostas complacentes.

Monday, November 19, 2007

Ambiência

Dia e noite, o que eles dizem, não quero saber.
É uma partícula pequeníssima, banhada por uma réstia de luz que sobrevive e ganha forma.
Anuo e deixo-a estar, deixo-a reagir, crescer.
Acima de tudo, façam-se linhas que evolucionem no mesmo sentido!
E escolha-se o desenho pelo sua veemência.

Monday, November 05, 2007

São várias as correntes que nos fazem escrever.
São alguns os motivos que nos levam a querer ler mais. A procurar mais, a inventar mais. E assim, a sonhar mais. Por agora viver mais, escrevo um pouco menos.

Wednesday, October 31, 2007

Estes são os dias

I

magino o que nos fará parar, se os dias estão pintados de fresco, se o ar foi renovado, se os campos estão floridos.
Recordo uma ponte que visitei. Sei que continua no mesmo sítio, mas hoje, talvez, intransponível. Muitos pensam que a qualquer momento pode ruir.
Será que confio? Posso, certamente, passa-la mas sentirei o receio. Ir ou ficar?
Segui. Sigo nos dias claros, nas manhãs que o sol espreita e promete dar o seu melhor.
Segui, porque é ter o melhor dos dias. É o frio, o riso e o calor também. É apreciar e observar. Aprovar e rir perdidamente, porque me sabe tão bem, rir, pelo efeito da alegria. É emitir esse sentimento quando todos precisamos dele.

Wednesday, October 24, 2007

64 Quadrados

Estendo-me nesse plano em som mudo, para não fazer barulho. Suspendo-me a dois palmos do chão para suster a ideia dominante, nas peças que se movem dispersas depois de se iniciar a abertura de um jogo de xadrez, a preto e branco amarelado.
Não é meu intento ganhar.


Monday, October 22, 2007

Fio de prumo

Paredes construídas de pedras presas por um fio imaginário, talvez. Sem esse fio, acabam afinal por ser pedras soltas que nos caem em cima, nos esmagam mas não, não nos matam. Não podem. Serão, então, os ventos que nos arrefecem pelo seu movimento e nos tiram do solo.
Tentamos dissolver essas noções de frio e preservar a temperatura nos piores dias de inverno.
É ver esse fio imaginário, que já não reconheço..

Sunday, October 21, 2007

Matriz

Não sei de onde vem ou para onde vai. Sinto-me triste tanto quanto o posso estar, tanto quanto a palavra assim o define. Sinto-me cansada, de lutar para perceber de onde vem. Talvez de lutar contra mim. Como posso definir se não percebo... Um estar sem estar, sem perceber. Mas prometo que ninguém vai notar.

Saturday, October 20, 2007

Não há caminho para percorrer.

Imagino a estrada de terra batida e humedecida. Imagino-me descalça para sentir.
Pelo olor. Esta volição desperta-me, permite, ajuda-me a ser o que sou, nesta profundidade, quando não sou. Talvez um obelisco quando não sou.
Espero até ser noite e aqui ficar. Aqui, embalada pelas palavras distorcidas, sem jeito e sem nexo. Aqui ... que não me ouvem.
Talvez seja impossível de travar esta vontade de ficar. De ficar, ficar... e apenas estar. Sem que isso me importe. Mas, sem que isto seja mais forte que uma constelação boreal. Não há maior e mais profunda contemplação. E se houver, descobrirei, se tiver de ser, mais tarde.


Wednesday, October 17, 2007

Tuesday, October 16, 2007

Para onde vai?
Porque razão é importante escrever o que não se lê?
Encontrar um traço e escrever uma particularidade.
É manifestar-me no vazio para o silêncio das vozes feridas.
É importante escrever o que há no vazio.
Não há. Porque razão?
Porque às formas do tempo não faço sentido.

Thursday, October 11, 2007

A filha Ifigénia?

Pensava Agamemnon para que houvesse bons ventos, que houvesse assim sacrifícios.
Cegos por uma vitória...

Nestas histórias, nestes contos, nestes passados tão presentes, os meus olhos param em Cassandra.

A filha ifigénia ou o pai Agamemnon?
O equivalente a tantas outras perguntas.

Thursday, October 04, 2007

Era uma vez

Não, não era uma vez. Mas aconteceu, num espaço de um dia caberem todas as palavras. Fui somando. Escolhendo e acolhendo e assim acrescentando. Quando achei ter terminado, esse pequeno enorme espaço estava ainda por preencher. Era a tal palavra… Nunca surgiu que a escrevesse, que a pusesse em qualquer lugar ou a utilizasse somente. Talvez fosse transparente para mim. Invisível aos meus olhos, invisível ao meu tacto. Solidamente invisível aos meus sentidos, sempre que a sonhava. A verdade, é que a vi algumas vezes. E da última, sei que tinha o seu interior projectado numa extensão harmoniosa. Foi, para onde não sei. Foi a mantilha da lembrança da palavra. Derivo.

Tuesday, September 18, 2007

O Trigal com corvos

" ... Pintei três grandes telas. Grandes extensões de trigo sob os céus
atormentados... E não tive que f
azer nenhum esforço para exprimir minha tristeza, uma solidão que corre muito, muito profunda. "


Vincent Van Gogh


Sunday, September 16, 2007

Um grão verde e pequeno, perdido.
Puff… Uma bola de sabão de ontem.
Um palco antigo, repleto de vários abandonos.
Hoje. Hoje? Hoje!


Gestos guardados, que nem chegaram a ser revelados.
E já não podem mais.
Guardados. Sonhados.

Estes dias e estas meigas meias horas deste Verão quente que se afasta lento, com a pressa de uma mândria.


Monday, September 03, 2007

Existiram razões, mas não minhas. E quando foram as minhas, perdi-as. Dei-as a quem passou. Misturei-me no desconforto das coisas. Prendi-me ao que não me pertence.
Tento. Tento... Ir, voltar. Ir, vir e estar ... aqui.

Outro lugar, para muito, algum ou pouco tempo. Mas não... São duas ou três razões que me fazem ficar. Talvez uma. A desculpa. Estas razões encobrem a falta de coragem. A vontade de não deixar de lado a pequena e agradável cidade.

Não sei.


Friday, August 31, 2007

A quatro cordas

Radiantes e magníficos, mais do que cinco, Todos.
Todos - parece ter sido a palavra de ordem desta semana que termina.

A quatro cordas ouvi esta mesma semana. Entre estas, sou forçada a ter que torcer uma das cordas. Ao fazê-lo, o som deixa de ser o mesmo, não me agrada, pois magoam-me os dedos, como se fosse uma impossibilidade física, mas deste esforço obtenho agilidade.
Vou voltar aqui, vezes sem conta. Adivinho. Irei, eu, recordar-me que possuo esta agilidade?
Está esta mente fraca para se esquecer assim tão velozmente?
Oh, não. Não, nada se esquece. Não há lei, chip, comandos e botões que tenham essa função. Se até dentre vidas passadas nos recordamos. Ou... ou então é só uma sugestão singular.

Vou de Férias.

Thursday, August 30, 2007

Dama de Espadas



"...quem desse o melhor presente ao povo da cidade venceria..."



Wednesday, August 29, 2007

Amanhã às seis

Fiquei com saudades de tudo o que está longe.
Estou com saudades de Todos. A; B; C; ... Todos!

Mas agora não posso pedir-lhes que estejam aqui.
Não posso.

Em outro presente dar-lhes-
ei o ar da minha graça...

Saturday, August 25, 2007

Wednesday, August 22, 2007

It's. the. wrong. time.
World.Words.Place.Turns.Return.Extreme.Sweetest.Bridges.
Each.Days.Waves.Whisper.Lines.Tomorrow.Closed.Faces.
Talks.Statues.Absent.Earth.Outside.Wings.Clock.Desert.
Quiet.Stop.Something.Somewhere.Somebody.
Could it be only a world of words.

Wednesday, August 15, 2007

Dia Sideral

Suponho, que o tempo me desse tudo o que eu pedisse. Pedir e obter.
Então, talvez, se eu conseguisse enumerar tudo o que falta, hoje não grafaria nada.
Estarei a transmitir que nada me faça falta, ilusão! Porque muitas e pequenas são as coisas que fazem a sua falta.
Tal como, num dia que é composto, mais precisamente, por 23h 56m e 4s, não são os restantes segundos que me peiam de ver, ouvir, sentir, falar, cheirar - viver.
É uma questão de opção...

Monday, August 06, 2007

Joni Mitchell

Porque as suas letras são introspectivas e porque me cheira a inverno de cada vez que a ouço... apraz-me muito ouvi-la.
É como se viajasse até uma manhã de um dia qualquer de inverno, com o sol já a prometer aquecer o dia.

Both sides now by Joni Mitchell. And so many many others...

Saturday, August 04, 2007



Todos diferentes, todos iguais.
Todos idênticos, por aquilo que somos e não por aquilo que damos.


Saturday, July 28, 2007

Status quo

Entre as palavras que pairam no espírito, aqui, a vida neste instante.
Procurei montanhas e encontrei-as. Algumas subi e em algumas havia ar fresco, noutras chuvas torrenciais. Nessas idas e vindas tive silêncios que foram cruéis e castigaram. Nessas mesmas idas e vindas tive também sorrisos que alegraram.
O tempo guardou alguns momentos e derreteu outros.
Quem pediu a verdade, perguntei. Fui eu, ouvi dentro de mim...
Porque anseio sempre, como se fosse um ritual, para que não haja fim, esse em que se teme a forma que possa adquirir.
Dormente, fechei os olhos. Ouvi o som de quem respira; inspira,
aflitamente; insistentemente, depois de se suster a respiração durante alguns segundos.
Deixei que o sabor das palavras me invadisse, pela força da minha persistência. Mas tudo era descoberta nessas palavras…
Por mim, tive de regressar. E talvez pela primeira vez regressei por completa.
Conclui que o espelho nunca precisou de uma luz vizinha, porque essa está dentro de mim. Essa que me permite ver nesse espelho que procuro e não a luz que pensava procurar.
Sim, sempre soube que a diferença entre mim e o meu reflexo é equivalente ao que digo e faço. E possivelmente eu nunca venha a ser diferente. Sou eu.

Sunday, July 22, 2007

Melodia. Harmonia. Ritmo

"A música pode ser considerada como uma forma de arte. E como arte, é criação, representação e comunicação. Na relação dos vários planos sensoriais, a sinestesia, permite -nos "ver" a música como uma construção com comprimento, altura e profundidade."

Thursday, July 19, 2007

RGB ( 255, 0, 0 )


Escarlate em:

Comunismo
Sangue
Cereja
Desejo
Fogo
Energia

Saturday, July 07, 2007

Siga

Percebo que preciso sempre de respirar fundo para obter uma segurança interior, para poder assim ter bom senso, para tudo. E não um vórtice de ideias, que não nos deixam sossegar a mente nem um pouco... Sei como isso afecta a nossa pessoa e como se propaga em Relatividades; Percepções; Subjectividades.
Percebo que não podemos obrigar, mas sim compreender.
Percebo e sigo.
Até: Já; Breve; Logo; Quando tiver de ser; Quando não tiver de ser.
Até... um não sei, onde não há pontos questionáveis, nem linhas problemáticas.

Monday, June 25, 2007

Estremeço
Estilhaço-me
Congraço-me ... Remanescem sucessivos acordares e adormeceres, onde as pequenas manchas não são ou nem tão pouco espelham as menores de todas as pausas, nem mesmo a acumulação das mesmas . , ;

Sunday, June 24, 2007

Sucessivo

Há dias dias entre o tudo e o nada! Passividades que definem as minhas acções. Argumentações sofistas. Vivendo e vendo, olhando e revivendo, e tudo se resume a doze segundos. Inelutável, este meu feitio. Lutando contra as minha vontades e querendo-as sempre mais! Subterfúgios, agudezas. Quiçá um dolo...

Sunday, June 17, 2007

Judge me



Am i a puppet on a string?
Am i?

Contiguidade

Quando um feixe de luz atravessa uma superfície que separa dois meios transparentes, mas diferentes, como por exemplo ar e água, uma parte da luz é reflectida e outra é retratada.

Como humanos, somos assim, uns retratados outros reflectidos...


Assim como as cores que aparecem quase sempre umas perto das outras, e é essa proximidade, de acordo com a característica de cada uma das cores, que provoca alterações na luminosidade dessa cor em questão.

Luzimos ou ofuscamos consoante essas proximidades...

 
Nunca deixamos de sentir aquilo que não dizemos.